Frase Estival

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Ela: gostas das minhas tatuagens?
Ele: não, detesto ter de parar para ler...


Premonição

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A vida é feita de altos e baixos, de lados e arestas, de volumes e densidades, de tempos e memórias. E se temos planos inclinados, equilíbrios periclitantes e escolhas aleatórias, é o destino que nos oferece a melhor memória, a do nosso futuro. Quero recordar-me do que ainda vou viver!


ANGOLA 1

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Realizei um sonho; trabalhar entre 3 capitais, todas começadas por "L", todas no mesmo fuso horário embora em meridianos distintos; Lisboa, Londres e Luanda. Cidades opostas, do sofisticado ao improvisado, do declarado ao omisso, do frio ao calor, do sisudo ao alegre, do velho ao novo, do caucasiano ao preto; fantástico, adoro um planeta que me consegue surpreender numa só fatia de uma fruta multicolor onde o palato não encontra sabores iguais.
Sete horas de viagem não me tiraram o sono. Cheguei com uma hora de atraso, às 6:40 num dia que já se espreguiçava entre o cacimbo. O aeroporto está cheio de "Tupóleves" para viagens regionais, pequenas avionetas e helicópeteros particulares ou da polícia.
Fora do aeroporto um amigo esperava-me. Quando me aventurei por entre este novo mundo, aproximou-se um polícia que deu duas ou três palmadas no pescoço de um rapaz que me tentava ajudar com as malas. Estranhei a violência, mas a passividade da vítima era o preço aceite para a ilegalidade. Era um de muitos que lutavam por aquela oportunidade, num acesso atolado de viaturas que faziam adivinhar uma eternidade para chegar a casa.
Os carros são escassos, aqui o jipe é rei e senhor. E não falo de Landrovers preparados para terrenos impossíveis, não, os jipes e suvs são do melhor que podem imaginar e aos milhares, tantos, mas tantos que posso afiançar que nunca vi nada igual. O Hyunday Santa Fé era mais um, nada de especial, só o ronco rouco a cada investida do acelerador me recordava que circulava num seis cilindros a gasolina.
Os meus olhos não paravam. Não é a minha primeira vez em África, mas Angola é uma novidade.
Nas ruas mulheres com vassouras limpam o pó entre os carros que vão passando numa lógica que não consigo explicar. Aliás, a prioridade não tem regra, basta ser destemido e determinado para impor o trajecto a todos os outros. E se pensava que não era possível fazer melhor, alguém me mostrava uma nova faixa que não tinha avistado.
Libertei-me das malas e apressei-me a colocar na mochila o essencial para um fim-de-semana de sonho. Cheguei ao clube náutico pelas nove horas, tempo para embarcar numa viagem de 15 milhas até ao Mussulo. Esperava-me um resort particular de outro amigo, médico, com 6 moradias em madeira que mais parecem casas japonesas pois têm alpendres que as circundam completamente a sombrear paredes em madeira e vidro, onde camas de rede e espreguiçadeiras de verga prometem descanso certo.
Entre as casas e o mar uma piscina de uns bons 20 metros com um desenho em L, tudo isto pavimentado numa areia branca e fina de ampulheta.
Mas foi a viagem que me impressionou, uma lancha que voou sobre um mar chão que permitia algumas brincadeiras de um timoneiro divertidíssimo, tudo entre gritos e gargalhadas de amigos.
(a continuar)



O barco emparelhado entre irmãos no meio do cacimbo.



Vai um mergulho?



Uma voz, aquela que me apetece usar hoje neste mundo novo.

On the rocks

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Tiesto, para ouvir bem alto e sentir o Verão... depois mergulha-se no mar. A hora é irrelevante. Apetece-me!




Rumba, para me rir quando sair do banho... evito secar-me! Segue a letra no Karaoke se conseguires...



KARAOKE


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Plágio

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Descobri por mero acidente as Bananarama (de 1982) ou Spice Girl (de 1994) coreanas. Quem são? Simples, uma girls band. As Girl Generation (de 2007) são frescas, leves e divertidas; música para dançar. Sucesso? Imenso; estão em vários top charts.

Mas porquê o meu interesse se não é música que me tire o sono?

Pela primeira vez vejo um plágio permitido no Youtube. De facto, uma música deste grupo foi copiada dentro do grupo Universal por outra banda do Uzbequistão... de onde??? Um país entalado entre o Cazaquistão e o Afeganistão, boa vizinhança... portanto! Aqui não existem direitos de autor, mas acredito piamente que os trampolineiros nem imaginassem que um dia alguém desse com a cópia. Bastou o Youtube. E se é impressionante a qualidade da cópia, são magníficos os comentários que a acompanham.


ORIGINAL

KARAOKE


CÓPIA



E agora fechem a boca que eu fiz o mesmo. Para desenjoar das ubzequistanesas deixo-vos mais uma música das coreanas.

É impressionante a montra que surge no vídeo pois as protagonistas são verdadeiros manequins. É curioso comprovar que as cores variadas estão na moda e que as sobrancelhas não são tratadas. Aliás, a beleza coreana procura retratar a mulher sem maquilhagem, os restantes atributos bastam. A proporção, essa, é a mesma do norte da Europa; os ditames da moda obrigam à proporcionalidade perfeita, mais 30% de pernas do que de tronco. Sim, eu sei, as portuguesas ficam eliminadas... mas eles são mais e nós vamos na onda! E que onda...



KARAOKE


Já tinham ouvido cantar em coreano? Um miúdo de 13 anos, ao ver a música a passar no meu portátil, aproximou-se e comentou... "brutal!". Está encontrado o público alvo. :)

Ah! Mulheres portuguesas, não desanimem... as coreanas precisam de saltos altos! ;)



Nota: quem conseguir cantar os Karaoke pode candidatar-se aos Ídolos. Afinal ela fez o mesmo...

Vermelho de melancia

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Ele foi o primeiro a chegar, sempre fora pontual. O restaurante não era frugal, nem a ementa, o branco incial que tomava conta da vista era só ilusão, em cada recanto havia um detalhe, minimalista é certo, mas surpreendente.

Olhou ao redor a procurar algo, nos olhos a expectativa indisfarçável que o acompanhava desde criança quando a surpresa era esperada, desejada. O seu olhar cruzou-se com o meu mas não parou, não era a mim que ele procurava. Eu, pelo contrário, não pude deixar de olhar para ele; há homens que vemos mesmo quando não os olhamos. A entrada fora triunfante, "la piece de resistance" de uma sala já de si perfeita.

Os meus 30 anos foram lutados e a minha beleza esconde há muito o que as mão sabem. Sim, dizem-me bela e eu sinto-o nos outros, respiro-o no olhar e vontade dos que me rodeiam.
Agora, ignorando-me, deixou-me ainda mais sedenta, como se um desejo de o possuir fosse um imperativo.

O empregado acompanhou-o até à mesa ao lado da minha. Não pude deixar de reparar no sorriso de soslaio que o chefe de sala me lançou, como se pressentisse o crime, como se fosse o algoz a preparar o cadafalso.

Pegou na cadeira e arrastou-a como quem desliza algo que sempre fora seu; era rei num palácio branco, alvo, sem rival. Sentou-se. Ajustou a cadeira à mesa num pequeno gesto, quase imperceptível. Só agora reparei nos detalhes. O fato preto, italiano certamente pelo corte arrojado, as calças que mostram uns sapatos sem mácula, como se os pés tivessem sido moldados para que eles nunca enfolassem a pele.

Mirei a mesa com descrição pois pressenti que olhava para mim. Nós, ao contrário dos homens, nunca nos denunciamos sem vontade.
O meu vestido é alegre, jovial, uma explosão de cores e alegria. Vim sem maquilhagem, com os cabelos soltos, e porque a noite foi em claro não desisti dos óculos escuros, melhor agora que precisava de indagar sem ser desmascarada.

Dizem que é discúpulo do Ferran Adriá, coisa que nunca confirmei, mas adoro quando o chef vem à mesa cumprimentar; começa sempre por enaltecer a vista como prémio a resistirmos à sua comida. Depois vem a fecunda descrição do que comemos, como se a confeccção só terminasse com a criação de novos sentidos.

Distraí-me, bolas, onde é que ele está? Olhei ao redor mas nada, nada mesmo. Na mesa uma fatia de melancia fora deixada ao acaso. Bolas! Perdi-me assim tanto tempo? Como? Ele nem comera?

Por momentos senti-me atordoada, como se a razão me faltasse. Procurei um cigarro na carteira, precisava de fumar urgentemente; não era vontade nem pânico, estava perplexa!

Levantei-me e dirigi-me para o terraço sobre o mar, talvez a 50 metros a pique acima do azul, uma varanda no imponderável. Dobrei-me ligeiramente para acender o cigarro.

Não, estava a enlouquecer, não pode ser! Levantei os óculos para ver melhor. Mas sim, na saia uma nódoa pequena, nada que me tirasse o dia numa saia alegre. Envergonhada, sem deixar cair a compostura, levei um dedo aos lábios e esfreguei-o de seguida na nódoa. Nada, pouco saíra. Repeti o gesto.

O rubor invadiu-me a face como se estivesse a arder em febre. De repente tudo rodava à minha volta, e se o terraço convidava agora oferecia-me vertigens, náuseas, senti-me a desfalecer...

Apercebi-me de um movimento na sombra da cobertura. Senti o gesto pelo canto do olho, já no limite da minha visão. De pronto, uma mão surge do nada com um isqueiro como se estivesse ali para me servir. Ele, sorrindo, disparou: sabia a melancia?





Nota: a mudança continuada de humor, por vezes no mesmo parágrafo, a utilização intermitente do presente, do pretérito perfeito e do mais-que-perfeito, foram as ferramentas que tive à minha disposição para escrever como uma mulher. Tarefa impossível dirão, mas a tentativa foi honesta!

Frase estival

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Sou como a gripe A, contagio... mas só a menos de um metro de distância!





Nota: há os convencidos e os infectados...

Heaven is underwater

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O meu tempo anda escasso, tão escasso que não sei se ele é já eterno... olho para as coisas como quem vê um filme acelerado, mas dizem-me que sou eu que corro, que viajo numa onda maior do que eu, que voo sem asas porque acredito que é preciso voar. Não há cores precisas, não, a palete mistura-se num remoinho caleidoscópico sempre que viro os olhos à procura do início, do fim, do equilíbrio para parar sem cair. Flutuo, sinto o vento a gritar para desistir, mas a minha guerra não é a dele, nem outra, é só a circunstância; sim, eu sou, eu, assim, hoje, breve!



Se leram o post, vejam este vídeo. Primeiro, coloquem os auscultadores. Cliquem em "Play" e depois em "HD". De seguida maximizem o vídeo no ícone ao lado do HD. Agora desfrutem... e verão o tempo a crescer!


Nota: este "paleio" foi só para me redimir por não andar a escrever... e faz-me falta!

CR9

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Dizem que aos 11 anos foi para o Sporting, recrutamento facilitado por uma dívida de 450 contos do Nacional da Madeira. Dizem ainda que chorou baba e ranho com saudades da família. Teve em sorte a malapata do Figo que na hora da saída do mesmo clube assinou dois contratos. O vaticínio era unânime, Luís teria carreira curta pois o dislate não seria esquecido nem perdoado. Erraram os arautos, felizmente, mas serviu a memória para que o Sporting oferecesse a Cristiano e a outros futebolistas uma estrutura que garantisse que a escola não formasse só atletas mas também homens. Será o caso?

A vida veio a dar-lhe glórias por terras de sua majestade, terra de corsários e piratas. E teve aí por pai um escocês, Alex Fergunson, nobre por mérito e virtuoso por trabalho e génio. E se este foi importante na formação do carácter, nos valores a mãe já o moldara. Os milhões vieram acompanhados por mulheres, histórias e estórias anunciadas por sanguinários que vivem do sucesso e desgraça alheia. E isso retirou-lhe a perspectiva?

Chega hoje a outro reinado mais alegre e solarengo onde se anunciam mais vitórias, muitas mordomias e festejos. E isso deslumbrou-o?

Bastaram dois momentos para desfazer as dúvidas. Primeiro; num passo certo apresentou-se a 80 mil fãs como quem desfila numa "passerelle". Nem um sorriso espontâneo, nem um nervosismo que pudéssemos guardar para provar que é mortal, que não faríamos pior. Teve tempo para beijar uma amiga, essa sim surpreendida pelo à-vontade. Por fim, a entrevista foi lapidar. Quando questionado sobre uma proposta de lei que pretende retirar vantagens fiscais aos desportistas, ele disse que só falava de futebol, mas acrescentou que tendo a jornalista direito a uma pergunta ele dava-lhe direito a fazer outra. Mais adiante, após uma hilariante pergunta num "japoneguês" ininteligível ele respondeu "arigato". A gargalhada foi geral! No final, confrontado com quem seria o melhor jogador do mundo - Messi, Kaká ou ele próprio - terminou afirmando que o melhor era "Madrid".

Se tinha dúvidas, hoje não tenho nenhumas. Ele fará tudo para ser o melhor do mundo, tem habilidade e inteligência emocional que bastem. Poderá nunca o ser, mas o que já conseguiu faz dele a melhor marca de Portugal!

No meio de tanta virtude há só uma imoralidade; cerca de 240 milhões de euros a ganhar em 6 anos. 13 milhões em salário e 25 milhões em publicidade anual mais prémios eventuais. Com este dinheiro Cristo poderia ter ganho 10.000 euros líquidos mensais durante... 2.000 anos. Até eu ressuscitava!


Viver sem crise...

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Não há nascimentos mas só planeamento... poupa-se nas responsabilidades,
não há estudos mas só diversão... poupa-se na educação,
não há trabalho mas só estágios... poupa-se nos despedimentos,
não há amigos mas só conhecidos... poupa-se nas desilusões,
não há namoros mas só relações... poupa-se nas emoções,
não há casamentos mas só noivados... poupa-se nas famílias,
não há filhos mas só sobrinhos... poupa-se nas disponibilidades,
não há divórcios mas só separações... poupa-se nas partilhas,
não há velhos mas só novos... poupa-se na sabedoria,
não há mortes mas só despedidas... poupa-se nas memórias,
não há crise mas só mudança... poupem-me!





P.S.1. Este post é uma pequena reflexão desapaixonada sobre a crise... a música é o meu estado de espírito para o fim-de-semana; "move yourself, shake yourself..." e assim vou para a Serra da Boa Viagem; a praia servirá para passear, a serra para "bicicletar", a piscina para nadar! Sem crise! :)
(parece-me que não, dizem-me que há chuva! :D)

P.S.2. O remix é baseado na música soberba dos Yes com o mesmo nome. Fica aqui o link para quem quiser relembrar ou para quem quiser conhecer. Enjoy!

Conversas d'amor

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Ela: grande porco!
Ele: leitão, por favor! Temos de nos conter nas palavras...


Let's stay together

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Alguém conhece o Al Green? Um homem muito à frente do seu tempo e não falo só musicalmente, mas também no optimismo que passava às letras que cantava.

Vivemos tempos fáceis onde tudo e todos são descartáveis. A globalização trouxe-nos ferramentas, disponibilidades e crises que não são mais do que reflexos de nós próprios.

Hoje, falar em fidelidade ou num amor para toda a vida soa a alguém ultrapassado pelos acontecimentos, desadequado à realidade e, manifestamente, um ente utópico. Nada mais errado, será certamente alguém à frente do seu tempo e que sabe que entre os homens são os detalhes que mais os separam, nada de substantivo.

Usamos a história, o passado, não só para nos enaltecer mas também para nos dividir. É tão fácil hipotecar a felicidade.





P.S. Esta música foi um hit em 1972, como posso eu lembrar-me eu dela? :D Mas será impossível não sentir a força da voz e do ritmo, é tudo alegria!

Uncensored guitars

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Vou partilhar convosco alguns dos melhores Riffs que conheço. Alongar-me-ei nas respostas aos vossos comentários... se conseguir estar à altura!












To be continued


Nota: não toco guitarra, só piano e mal, qualquer ajuda é bem-vinda!

Conversas d'amor

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Ele olhava-a a dançar enquanto degustava lentamente a bebida gelada. Ela, apercebendo-se, vem na direcção dele com um sorriso indisfarçável.

Ela: ... eu não te posso dar o que queres!
Ele (sorrindo agora): e eu não quero o que me podes dar...

Ele afastou-se lentamente e foi dançar algo providencial. Ela, que ainda não perdera o sorriso, ficou a vê-lo a dançar. A música era esta!





P.S Este post está programado para as 2:30. Estarei na noite, um facto; só não sei se a beber uma bebida gelada se a dançar...

La vita è bella!

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Na Venezuela, país com expatriados portugueses que da Madeira (essencialmente) rumaram à procura de novas oportunidades, nem tudo é mau! Para além do louco que comanda os destinos do país, há quem antes dele se tenha preocupado realmente com os pobres.

A história que vão ver, se ainda a não conhecem, é comovente e espantosamente contagiante. Há coisas verdadeiramente poderosas, sim, poderosas, adjectivo que vem de poder e que aqui utilizo no seu sentido mais nobre; o poder de melhorar vidas, de criar sonhos, de dar esperança a quem se podia conformar ou perder pelas melhores razões, a pobreza.

El sistema, criado por José Antonio Abreu, é de longe o maior projecto musical de âmbito social a nível planetário. Um estrondo que merece pompa e circunstância, adoptado pela Unesco como modelo a seguir. Uma ideia de génio. Este homem merece o prémio Nobel da Paz!

Mas quem é José Antonio Abreu? Nasceu em Valera em 1939 e estudou economia. Tem um doutoramento em economia petrolífera e fez algumas pós-graduações nos EUA. Foi ainda deputado, professor de economia e direito, e ministro da cultura.

Mas como se ligou ele à música? Em jovem estudou piano no conservatório de Caracas, em 1967 recebeu o prémio nacional de música sinfónica... só!

Foi em 1975 que fundou "El Sistema", formalmente conhecido como A Fundação para a Rede Nacional de Orquestras de Crianças e Jovens da Venezuela. Este é um método educativo inovador no qual a música é o veículo principal para a melhoria social e intelectual das crianças e jovens. Deste modelo já surgiram experiências em Espanha, América Latina e EUA.

E agora vejam o vídeo que eu já vos falo. Enjoy!





É impossível estarem indiferentes, não tenho leitores desses! :)
Confesso que ver um coro com surdos-mudos foi surpreendente.

Pensam que já viram tudo, não, ainda não. O maestro que aparece no vídeo nasceu depois do projecto começar, tem hoje 28 anos e é considerado um dos maiores maestros da actualidade, Gustavo Dudamel. Aclamado na Europa, EUA, Japão e sei lá mais onde?!

Gozem agora este trecho da West Side Story de Bernstein. Aviso à navegação; gozar em português é desfrutar, mas neste caso, brasileiros, usem o termo à vossa descrição!





Foi a primeira vez que vi uma orquestra a dançar nas cadeiras enquanto tocava. Eles não são só uma equipa, mas sim a soma de individualidades. Do além!


P.S. Para quem quiser saber mais sobre este projecto, mas agora em francês, fica aqui a explicação definitiva do "El Sistema". Primeira parte; segunda parte. Verão no final um ensaio improvável.

Divulguem este projecto, precisamos de uma iniciativa assim! Não falo só de música erudita, mas de toda a que possa motivar as crianças. Falem aos amigos, professores, decisores, a todos... esta é uma ideia que vale, pelo menos, um século!


P.S.2. O Blogger é perfeito. Post agendado em 9 de Junho... estou a dormir, seguramente, no Algarve!

Eu penso, tu pensas, ele pensa... pensemos!

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Prólogo: Num discurso breve, discorro das empresas ao sentido da vida. Uma viagem à inovação.


É possível gerar boas ideias, fazer com que as empresas portuguesas utilizem melhor um recurso escasso, a criatividade?

Algumas já o fazem! Aliás, muitas de forma absolutamente fortuita. Por exemplo, o diferencial que obtivemos como nação com o multibanco só foi possível com a nacionalização dos bancos. Não tivéssemos tido essa aberração societária e hoje teríamos um sistema por banco, à semelhança de muitas outras realidades comezinhas.

Alguém tinha pensado nisto? Vivemos num país em que se desconhecem os grandes números, em que conversas de café se transformam em verdades científicas absolutas. Basta um jornalista por perto...

Aliás, a própria ciência é uma abstracção, algo que inventámos para nos justificarmos. De facto (postulado), não há factos mas sim observações, não há leis mas sim interpretações.

Parti um copo. Ok! Um facto? Não! Tu não viste, mas admites. Eu observei-o, mas nada garante que a minha observação esteja correcta.

Ah! E se a lei é determinante, conclusiva e sem margem para especulação é, assim, a antítese da evolução. Quantas leis são postas em causa? Será a velocidade da luz constante? Na verdade, o que fazemos são interpretações sobre observações, daí o erro, daí esta constante necessidade de evoluir.

Num estudo recente concluiu-se que só 2,6% da população contribui para o avanço da humanidade. O resto são ruminantes, serão? Não, mantêm a máquina a funcionar, preferem um papel definido a assumir risco.

O espantoso, em jeito de conclusão, é pensar que os génios já não fazem sentido pois a comunidade global interage como um todo, sendo ela própria um génio que produz avanços inimagináveis. Contudo, "la piéce de resistence" é a criatividade, algo que o QI não avalia e que é a chama que desencadeia a queda de um dominó que só espera um empurrão. A genialidade será sempre o gatilho desta evolução mais globalizada, mais acelerada, mais arriscada.

A criatividade é o recurso mais escasso pois é dele que inovamos, que evoluímos, que encontramos as respostas para as nossas angústias. Haverá maior criatividade do que inventar um Deus? :)




Branco e porquê, porque não tem solução... já está resolvido! ;)


Nota: esta reflexão tem dois axiomas.

1º axioma: conversa entre um administrador e um director:
Dir: não vou fazer isso assim porque sei que não funciona, tenho 18 anos de experiência!
Adm: equívoco seu! O senhor tem um ano de experiência e 17 de fazer merda...

2º axioma: na vida, o que interessa não é a experiência mas sim os casos de sucesso.



Smooth jazz para rádios e não só... relaxe total! O sax é a voz...

Conversas d'amor

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Ele: diz-me coisas doces...
Ela: acabei hoje a caixa de chocolates!


Pensamentos meus

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Nenhuma expressão é editorialmente livre, ela será sempre censurada pela nossa consciência... o que se escreve é o que sobra!


Milgram experiment

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Disse-vos há alguns dias que a maldade pode ser contagiosa. Hoje vou mostrar-vos uma experiência perturbadora em que se demonstra que a maioria das pessoas mata sob comando; i.e. não há limites quando há obediência à autoridade.

As experiências de Milgram são lendárias.



O vídeo anterior é meramente ilustrativo da experiência. Contudo, vejam agora este vídeo em que os candidatos não sabem que a experiência é um engodo. Acho que não preciso dizer mais nada.

Comentarei depois as vossas observações. Este é o post mais perturbador que aqui coloquei. Aliás, este tema é verdadeiramente polémico. Sei que aqueles que não conhecem o assunto se irão questionar sobre si próprios.

Até onde irias tu?





Nota: é obrigatório ver o vídeo! Imperdível!

ab absurdum

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Ela não teria mais de 26, 28 anos. Tinha uma daquelas belezas que não se reconhecem de imediato, mas que nos vão arrebatando à medida que os detalhes se vão revelando. Quantas vezes, quantas, senti a surpresa agridoce de olhar uma estranha tal a novidade de um gesto, de um olhar, de um sorriso? E as palavras? Algumas ditas, outras que escondia num jogo subliminar para que se pudessem adivinhar ou não consoante o seu desejo. E os meses foram passando nesta admiração permanente, um enamoramento estudado, quase provocado não fosse a minha rebeldia cigana.

A distância que nos separava quebrou-se como por destino para que tudo fizesse sentido. E do esporádico fez-se rotina, não uma modorra monótona, antes a rotina do imprevisto. Não houve um dia igual, algo que se programasse com mais de uma semana de distância. Nem as férias. E nesta inconstância que me cativava sobrava algo verdadeiramente diabólico, imprevisto, que a minha curiosidade não tinha descortinado.

O livro repousava sobre a cadeira Philippe Starck laranja transparente que sobressaía no confronto com a parede alva que lhe sucedia. O volume fora ali deixado intencionalmente para que lhe pegasse, hoje estou certo que sim. A cadeira, essa, serviu-me de assento. Folheava agora o livro do curso de psicologia de uma faculdade qualquer com a calma que se tem quando se espera alguém que ainda dorme. No hotel seria eu e o recepcionista quem despertava a manhã.
Não reconheci ninguém; caricaturas, poemas, pensamentos que os amigos iam deixando nas memórias de cada finalista. Na dobra da página 91 veio o embate; primeiro a sensação de algo familiar, depois o sabor azedo que me percorreu a língua em simultâneo com a dor involuntária no abdómen. Não estivesse eu sentado e teria caído.

O retrato era o meu, mais novo é certo, mas era eu! Ao meu lado, num cabrio estilizado, uma mulher e duas crianças seguiam uma tabuleta que apontava para Londres. Os poemas sucediam-se com palavras repetidas: “amor”, “papá” e outras mais prosaicas que evocavam os tempos de faculdade.

Senti-me a desfalecer. Lancei as mãos ao assento da cadeira para me equilibrar. O livro acabou por cair aberto com a capa e contracapa para cima, como que a esconder-me a sua verdade. Levantei-me e, com passos cuidados e inseguros, caminhei até ao balcão. O recepcionista observava-me disfarçadamente num treino próprio de quem zela por outros.
- Desculpe, pode dizer-me em que quarto estou?
- Um momento... hmmm... no 312... sim, definitivamente, no 312!
- Pode parecer-lhe estranha a pergunta, mas qual o nome em que estou registado?
- Não está!
E sorriu placidamente como se me conhecesse há muito.
- Como é? Não estou?
- Como sabe nunca o inscrevemos por causa do registo de polícia...
- Da polícia?
- Sim. Passa-se algo?

Agora tudo se movia a uma velocidade estonteante; eu e o recepcionista estávamos no centro do carrossel e as cadeiras, sofás, quadros, tapetes e restante mobília rodavam ao som do vento a bater em portadas soltas. Senti-me enlouquecer.

Inesperadamente, como num qualquer espectáculo menor, vejo-a surgir num dos cantos da sala em movimentos sensuais seguidos por um projector. Tudo isto era demais, mesmo para mim que me considerava o último atol do pacífico.
- Promete-me uma coisa!
Dispara a frase sem me dar tempo de me recompor.
- Quando vieres para os teus hotéis, não me deixes sozinha.
Lancei-me sobre o balcão e apanhei o registo dos quartos. Nenhuma referência ao quarto 312, nenhuma! Ao fechar o registo confrontei-me com o óbvio. Eu trabalhava ali, mas como?
Olhei para trás e junto à cadeira ainda laranja e transparente, ainda emparedada contra a muralha branca, nada, nem vestígio do livro caído!

A pancada veio de pronto; primeiro no peito, depois em todo o corpo. Senti-me projectado para cima na direcção de uma luz tão intensa que me cegava. Perdi as referências e neste caos não era o medo que me tomava, antes o espanto.

- Olá!
Senti-me no vazio, agora era a escuridão que dominava.
- Bom-dia!
Entreabri os olhos e mirei a silhueta debruçada sobre mim. O fim-de-semana ia acabar e com ele a curta viagem ao Alentejo. Virei-me de lado para me espreguiçar melhor. No chão, ao lado da cama, o meu saco deixava antever um livro do curso de psicologia. Seria hoje que a confrontaria com a evidência; afinal ela era casada e tinha filhos. O problema não era a mentira, mas sim eu fazer parte dela.



Por falar em absurdo, muitas estórias são assim!


Nota à navegação: os personagens desta estória são ficcionados. Qualquer semelhança com a realidade é pura coincidência. O produtor reserva-se o direito de se defender se lhe atirarem livros! :D
Aliás, desafio-vos a interpretar o final da estória. De facto, pode ser o que quiserem.

Best of me!

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Hoje é dia de festa, pelo menos para mim! E em dias destes devemos comemorar à grande. Os comentários aos posts anteriores ficam adiados até eu recuperar completamente. Divirtam-se, eu vou fazer o mesmo!


Arena

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João Salaviza ganhou a Palma de Ouro no festival de Cannes de 2009 para a melhor curta-metragem. Nas palavras dele: "Eu sabia que queria fazer filmes. Agora sei que há outros que querem que eu faça filmes". 25 anos de talento! Vou lançar uns foguetes e já volto... quem sabe se Portugal não entra assim na corrida ao espaço? :D


Jornalismo de Investigação

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Vivemos num país de aves raras, de aves de caça, de aves peçonhentas, de aves agoirentas, de aves necrófagas e ainda de aves de gaiola, a maioria. Basta mostrar-lhes o pão e piam logo. Um nojo!

Sou apolítico, identifico-me com princípios de vários ideais, da direita à esquerda, pois ninguém é dono da razão e eu muito menos. Esta declaração de princípios é importante para que se perceba que o que vou analisar não me compromete com ninguém para além de mim mesmo.

Hoje vou falar de dois jornalistas; Manuela Moura Guedes e Mário Crespo. A razão é óbvia, o caso Freeport. Não me interessa discutir a qualidade, ou falta dela, de Sócrates como primeiro-ministro. Hoje centro-me nos Média. Sei que a liberdade começa no direito de expressão o que obriga a informação fidedigna e disponível em tempo útil. A violação destes princípios básicos é fácil de desmontar.

Para se compreender o objecto de análise, deixo-vos um texto de Mário Crespo (Jornal de Notícias: Os bons e os maus) e uma entrevista de Moura Guedes no Jornal da Noite (TVI: 1ª parte; 2ª parte; 3ª parte; 4ª parte).

Manuela Moura Guedes e Mário Crespo, e digo-o com desassombro, juntos não dão um jornalista de investigação isento. Se a primeira é caceteira, o segundo é subserviente; quase se baba a cumprimentar os convidados, todos, da direita à esquerda; para ele são todos fantásticos e é sempre um privilégio poder entrevistá-los... será isto isenção?

Agora ele escreve um artigo de opinião onde afirma que Sócrates é um prossecutor da censura do antigo regime. Onde está o bom senso? Não será isto jornalismo sensacionalista encapotado em verbo florido?
Querem ver que ninguém pode processar um jornalista? Porquê? Será que eles estão acima da lei e podem assim manipular ou fabricar informação sem punição? Não vejo o drama em se ser processado, basta a inocência para resolver o problema; o drama é ter-se o labéu durante 5 anos sem que a justiça o resolva e o caso vir a lume antes de eleições. É preciso dizer mais?

Quanto à Manuela, ah! essa intelectual, diva da TV e de fino trato, o que dizer? Já devem ter visto os vídeos da entrevista feita a Marinho Pinto que descamba quando se fala do caso Freeport. Belo, delicioso o confronto entre quem fala com paixão sem perder a razão e um passarinho exaltado, pois não percebe para que lado lhe viraram a gaiola. O piar, esse, é o do costume.

O Marinho Pinto, que conheço mal, é o arauto na exposição das falhas da justiça, embora diga muitas vezes as coisas certas da forma errada. Nas palavras dele, que faço minhas, “o caso Freeport é uma cabala meramente política”, independentemente de se “gramar” ou não do Sócrates.

Depois disto, e não fosse o exagero do Marinho, diria que houve um erro de casting; de facto, ele não devia ser o Bastonário da Ordem de Advogados (classe onde os Bastonários são vilipendiados pelos seus pares, a começar pelo Júdice), mas sim Provedor da Justiça. Duvido que a maioria dos portugueses saiba para que serve tal cargo, o que foi feito e quanto custou. Pois é, gasta-se tempo e dinheiro para substituir um ex-governante do PSD por outro da mesma cor e que devia defender o cidadão das injustiças do Estado, mas que fará tanto como o seu antecessor...

Conclusão: Chegámos a um ponto onde é mais importante vender informação do que vender conhecimento. A informação descontextualizada não passa de especulação e o português básico “papa” o que lhe dão, literalmente! Porquê? Porque estas notícias têm audiência, leia-se, vendem; i.e. há quem as compre...



Para desenjoar do meu texto, música para se dançar sem pensar muito!


P.S. Para que não se pense que sou rosa ou de outra cor qualquer, pergunto, para quando a destituição do incompetente Governador do Banco de Portugal?

Nota: um blogue é para mim uma porta para debater ideias, transmitir sensações, partilhar conhecimento; i.e. dar um pouco de nós. Confesso que não tenho escrito muito sobre a Sociedade, mas devo, pois não me demito de partilhar o que penso. Fico desencantado com tantos comentários aos meus textos ficcionados e quase nenhuns aos de análise social. Será que os meus comentadores são poetas, andam na vida por andar ou têm medo do contraditório? People, este blogue continua se houver quem pense comigo, caso contrário vou pensar para o WC... :D

Pensamentos meus

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A felicidade e a maldade têm algo em comum, são ambas contagiosas!





Nota: este é um pensamento e não um estado de alma.

Flash

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Deito-me, deitas-te, deitam-se,
sim, conheço-te há muito, muito pouco,
a ti, às outras, aos outros em ti, de ti;
viro-me, esqueço-te, esquecem-me,
na brevidade de palavras por dizer,
em conquistas sem sangue nem dor,
em verdades simples, tão simples
que tememos complicá-las; deito-me
e no alcance das mãos tenho-me a mim,
no silêncio do eu, daquilo que não dou
nem quero, naquilo que não sou nem posso;
olho as mãos por outras mãos tocadas
em viagens cúmplices e comprometidas,
algumas, outras de enganos pensados ou
inconscientes; deitas-te, procuras-me
e nas minhas mãos não sentes, não,
o sol e o vento que as moldaram,
o verde e o azul que por elas correram,
por elas, as mãos, as outras, tão breves
como as tuas de outros em ti...


Pensamentos meus

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Num mundo de sonhos só há heróis!



Quando começar a reprodução cliquem em HQ para melhorar a imagem e o som. O símbolo ficará a vermelho para identificar a reprodução em High Quality! Se aparecer algum spot publicitário sobre o vídeo basta fechar a respectiva janela. Infelizmente o Google já começou a rentabilizar o Youtube...
Este vídeo é sublime, foi filmado com a técnica Stop Motion.

Alucinações e outras miragens

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Sinto o copo a escorregar lentamente da mão. Não ofereço resistência; a percepção do acto vai perder-se no sono que me conquista. O álcool povoa-me as veias e o sonho vem em espiral.
As imagens sobrepõem-se umas às outras numa cadência publicitária sem mensagem ou alvo. As cores fortes dão agora lugar a arrepios azuis. O copo cai no meu colo e rola sobre a perna para o chão. O pouco whisky que sobrara marca em ziguezague as minhas calças. O azul abre-se em leque numa explosão de cores com o estilhaçar do copo na perna da mesa. Do eco faço a música que marca distintamente uma conversa entre dois estranhos.
Estão agora mais próximos; sim, conheço um deles, é alguém familiar e profundamente sentido. Olho-a de frente e reconheço-lhe os trejeitos, não mudara. Estendo-lhe as mãos para a abraçar e agarrei o vazio. Os sentidos libertam-se para dar lugar ao descanso imperturbável. Longe de mim acreditar que por detrás do paraíso há uma vida real.


Pensamentos meus

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Temos 10 dedos nas mãos para podermos contar os nossos amigos!






Por falar em mãos; clap your hands, rock the house!

Amnesia ou Prestige em Ibiza, what else? Sintam o Verão!

The twilight zone

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Introduzo uma nova rubrica no melhor género de Kubrick. Encontrem vocês o sentido, se é que o tem, mas vou mostrar-vos o que neste mundo descubro e que me surpreende ou intriga.





Tradução livre à espera de um/a russo/a que me corrija!

Tu deste-me rosas
Rosas que cheiravam a absinto
Sabias todas as minhas músicas
Movias os lábios
Que se perdiam na calada da noite
Não evitavas a emboscada
Nem respiravas
Calmamente para o telefone

Nós estávamos escondidas em automóveis
Indiferentes a taxistas
À noite em estradas
Interrompidas em quartos
Tu amas o frio
Enregelada em uísque
Apertas suavemente as
Mãos quentes
Tu amas o frio
Enregelada em uísque
Apertas suavemente as
Mão quentes
Sobre ...

E então era Verão
É perdoar e saber
Estou contigo em sangue
Nós num celeste sangue
Os teus jeans esfarrapados
E bochechas mongóis
Tu eras o meu segredo
Minha querida
Os teus jeans esfarrapados
E bochechas mongóis
Tu eras o meu segredo
Minha querida

Os teus jeans esfarrapados
E bochechas mongóis
Tu eras o meu segredo
Minha querida
Tu eras o meu segredo
Minha querida
Tu eras o meu segredo
Minha querida


A versão em inglês (instrumental...) seria algo assim:

Hahahahahahaha!

A Lisa prefere a próxima versão. Aliás, confesso que a original não deixa de ser a original, mas esta versão tem um vídeo que é mais condicente com o russo. Por isso, fica aqui para comparação.



P.S. Nochnie Snaipery era um dueto muito famoso na Rússia que agora acabou. Duas lésbicas assumidas; esta música é sobre a sua paixão.

Best of me!

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Serão dias, só alguns, poucos, mas os bastantes para me manterem na expectativa. Depois viajo da melhor forma, voando sobre o mar. Não, não sou novato, eu e os Açores já nos entendemos há meia dúzia de anos. E se foi por uma mulher que me levei até ao paraíso, foram outros argumentos que me fizeram apaixonar. Ela faz parte da minha história, com a reverência que nos merecem as pessoas de quem gostámos; as ilhas, pelo contrário, ainda as amo! E é uma paixão que cresce, que se alimenta da minha ausência, que se reforça quando as encontro, que me sufoca no momento do adeus. Haverá poucos locais no planeta onde a minha simbiose com o espaço seja tão perfeita.
No início será São Miguel, a maior, a mais eclética, a mais rica e mais pobre, cheia de contradições, feita por burgueses pois a nobreza descansa na Terceira, berço da primeira capital.
Vou trabalhar, passear e mergulhar. Não posso pedir mais! As noites serão repartidas; para guardar o fato pernoito num hotel; para andar de sapatilhas durmo na natureza! O primeiro é repetição, pertence à família Bensaúde de apelido e riqueza; o segundo será uma premiére e é de um amigo que teve o bom gosto de criar uma escola de mergulho. Barco não falta, o mar espera-nos. Tudo perfeito, nem o tempo poderá estragar o postal!










Pôr-do-sol na Ribeira Grande, frente ao restaurante Alabote; fotos minhas em aproximação. Memórias da última viagem; corrijo, da viagem anterior pois a última, essa, não sei quando será.

Pensamentos meus

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O tempo é um cirurgião plástico com um sentido de humor duvidoso...







O que terá o tempo feito a estes senhores que se separaram em 1996? Provavelmente a melhor banda de rock espanhola; é fácil rever os INX... confesso que amo Espanha, a movida, as tapas, tudo... mas não sou Miguelista! Para ouvir alto, muito alto como se estivessem no Ibiza Ku Klub... hoje chama-se Privilege Club e eles dizem que é o maior do mundo. Que se lixem os recordes, o que eu preciso é de FÉRIAS!


Nota: os comentários estão a ficar muito gay e "yo soy muy macho"! Partilho a maior "bichanada" que me enviaram por email. Ou chorava ou ria! Hahahahaha! What, what? :D

O olhar

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Eu não parei de olhar...



Já se falavam há semanas, dias que se repetiam com mais intensidade. O desejo de se verem era cada vez maior e o tempo só ampliava esta curiosidade incontrolável. Ela seria muito mais velha a avaliar pelas fotos, embora tivesse um glamour irresistível. Os olhos estavam sempre tapados por jogos de sombras ou óculos de sol, qual muçulmana envergonhada em se expor. Ele, na casa dos 30, não era um Adónis, mas tinha um ar malandro que se esbatia na conversa franca e humorada.

E foi assim que ela o conheceu, por detrás desta virtualidade, conversas na net em que cada um aprendeu o outro pelo que este disse de si. O risco era grande, uma aventura onde as fronteiras do razoável foram ultrapassadas pelo clima de confiança que ambos construíram. E se ela temia o encontro, que o decepcionasse, era ele o mais relutante pois receava ser imaturo. Como reagir, como dar um passo em frente, como quebrar este gelo que nenhum desejava?

Seriam 7 horas, não mais, mas a luz já entrava de rompante pelas frestas da persiana. O acordar é sempre inesperado, quase um milagre, e ele abriu os olhos lentamente na surpresa do despertar. Nos contornos da luz, mesmo à sua frente, ela acordava de um sono que ele não queria interromper. Os olhos, esses, encontravam-se escondidos por uma madeixa de cabelo que se intrometeu entre eles, como que a negar que ele a visse, que confirmasse o acordar.

Os gestos indeléveis, primeiro a mão e depois o tronco, denunciavam que ambos se iriam encontrar, que o confronto seria inevitável. Ele pegou no lençol que pendia parcialmente no tronco dela e deslizou-o até aos pés descobrindo o soberbo, algo que lhe provocou um sorriso que ainda não conseguia evitar. De seguida, embevecido com o cenário, preparou-se para o inevitável, para o renascer do sonho que vivia. No meio de uma expiração intensa a madeixa acabou por se deslocar parcialmente. Os olhos verdes miravam-no directamente com uma doçura indisfarçável. Agora sim, confirmava o olhar. Era ela, nada mudara. Este era um ritual que repetia há alguns meses, como quem se deslumbra quando descobre algo novo, belo, inusitado e que lhe fora negado por tanto tempo. Era este olhar que lhe dava vida, foi ele que quebrara o gelo.



Johann Baptist Reiter, 1849.

Pensamentos meus

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A beleza é uma arma poderosa, mas só tem uma bala... as outras estão nas palavras!




A net oferece-nos imagens fantásticas... aposto que esta é da Susan Boyle; haverá maior prova?


Nota: sendo o tema as palavras, não resisto em falar-vos do meu novo brinquedo; imprescindível para quem quer ganhar tempo, para quem sabe que um teclado é uma limitação, para quem não se quer desfazer do moleskine, etc.; IRISNOTES. Comprei-a na loja da Pixmania no Saldanha Residence (Lisboa), mas vendem no site. Uma das maiores invenções depois da roda! :D

Liberdade

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(se este texto tivesse música... poderia ser esta)


Pegou no cinzel e começou a esculpi-la. O mármore estava em bruto e nada indiciava que pudesse conter tamanha beleza, tamanho segredo. As primeiras pancadas fizeram-lhe tremer as mãos. A pedra era dura e ia obrigar a redobrado esforço. Nada o faria vacilar, afinal ele queria vê-la, senti-la.

Afastou-se um pouco para perceber a forma que dali brotava. Ali estavam os dois, pedra e escultor num descanso próprio de quem se estuda. Num gesto ameaçador ele avançou para o mármore e saltou para cima dele. Os veios da pedra pareciam latejar sob as suas botas gastas. Pediam-lhe luta, que a dominasse, que a tomasse sem pudor ou hesitação.

Num impulso impensado martelou a pedra com um golpe certeiro e sentiu-a ceder de mansinho. O rasgo quebrara a pedra em duas. O pedaço menor deslizou do topo e foi estilhaçar-se no chão; no impacto o apêndice explodiu em pequenos fragmentos que coloriram o soalho com um pó branco. Para evitar a queda, saltou para o solo em desequilíbrio num reflexo felino. Nas costas, uma lágrima de suor escorreu para lhe lembrar que tudo tem um preço.

Não iria desistir. Não agora que a pedra ganhava forma. O cinzel voava freneticamente nas mãos inspiradas por um sonho, vê-la ali! E a pedra ia deixando cair o casulo para despertar a crisálida. As mãos, essas, doíam-lhe de tanto moldar. Sentia agora o exercício em slow motion; a dor acompanhava o cinzel em movimentos circulares que caiam sobre a pedra. E no movimento de regresso a dor tornava reforçada, como se a pedra a alimentasse num grito desflorado.

Parou, olhou-a novamente. O cinzel escorregou-lhe da mão e ao cair no chão deu duas piruetas que ele acompanhou com os olhos meio absortos. Não podia ser, não fora ele que fizera tamanha beleza. Ela, nua e alva, enfrentava-o deitada sobre um dos lados, como se tivesse estado sempre ali à sua espera. A mão dele acompanhou-lhe o perfil e o frio da pedra apertou-lhe o peito no desejo de mais vida, como se implorasse por alma.

As roupas caiam agora desordenadas ao seu lado. Ambos nus, ambos crus. Abraçou-a e, deitando-se ao seu lado, colocou-lhe uma perna por cima como se a pudesse ter mais assim. Os lábios dele procuravam agora os que criara. E assim ficou num torpor enamorado.

Fechou os olhos e sentiu, o coração que batia não era o seu. Abriu os olhos; não, não podia ser! Os olhos não lhe obedeciam, estavam selados e não abriam. Tentou afastar-se, mas não, os corpos estavam cravados. Um arrepio percorreu-lhe o corpo, sentia a força dela a aprisioná-lo. A emoção deu lugar ao medo e se a quis, não a queria agora mais.

Abriram a luz. A profundidade do atelier era recortada por sombras que o pequeno candeeiro não conseguia alcançar. Ela olhou a obra; meses de trabalho que as mãos não enganavam. Avançou e destapou a escultura coberta por um velho lençol. Ali estavam os amantes tal e qual os imaginara.




Antonio Canova


Nota: este é um texto antigo, mas apeteceu-me recordá-lo.

The prophecy

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(acompanhar com o vídeo... foi assim que foi escrito)

Não sou religioso no sentido profético a que a maioria aderiu. Não me considero superior, olho somente de forma própria para que a diferença dos outros não me traga desalento ou revolta. Sim, onde há uma verdade há sempre superioridade desta face a todas as outras... poderá haver mais do que uma verdade, várias, várias verdades? Ahhhh... como somos tolos, inseguros, absurdos, timoratos, encurralados no medo perante a diferença, assustados quando confrontados com o fim absoluto sem data marcada, como se a nossa eternidade fosse uma necessidade imperiosa de um universo pequeno sem mais vida que o justifique... como somos tolos... há um universo a rir-se de nós na mentira de um céu que já não existe, fotografia de tempos que já foram e que nunca entenderemos. O futuro já foi, falta-nos gozar o presente e este, caro humano, é a contemplação de tudo, a alegria de sentir com todos os sentidos que dispusermos; as limitações serão as da nossa consciência e as fronteiras da liberdade dos outros; e entre todos os sentidos, todos, a emoção é o sentido!



Uma profecia vê-se em fullscreen e ouve-se com auscultadores como se fosse um vinho, com a degustação própria do deleite. As imagens serão, eventualmente, chocantes para alguns. Eu sou hetero, mas reconheço o belo no mix da fotografia, música e narração. É incrível a força que se pode dar a uma ideia! Perigosa, quase manipulação, mas intensa.


Nota: depois de verem o vídeo podem ver a foto que serviu de leitmotif. Elas aparecem somente nos extremos da foto; tal como na Bíblia, fala-se pouco na mulher infelizmente... (no novo testamento não chegam a 100 as referências a Maria).

Genéricos...

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O Alzheimer não é doença, mas sim a maior invenção do homem!
- Onde está a tua mulher?
- Perdi-a...





Nota 1: ok, a piadinha é minha... também tenho os meus maus momentos! :D

Nota 2: um amigo ficou sensibilizado porque a mãe tem Alzheimer. Lamento. Contudo, fazemos diariamente piadas sobre os outros, geralmente sobre as desgraças deles... é humano e, nesse caso, pior pois particulariza a pessoa. Aqui não particularizei, pelo que se há mau gosto foi por ignorância, mas não me parece, mas compreendo.

Faces do tempo

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Apeteceu-me, ó se me apeteceu; tirava a roupa, deixava de olhar e numa corrida louca saltaria para a ribeira! Consigo imaginar-me a flutuar entre o momento em que me lanço e aquele em que a água me acolhe, fria, esverdeada nos reflexos dos pinheiros que a emparedam numa formatura impecável, quase militar, deixando o xisto mostrar-se em pequenos socalcos aqui e ali, para que não se esqueça que nem a pedra resiste ao desgaste, ao encontro da natureza com o seu destino. Olhei a ribeira mais uma vez antes de regressar ao carro. Recordei a face do que fui, o rosto sem mácula próprio da idade, o olhar decidido e a vontade de sonhar que nunca perdi. Eu não teria mais de 10 anos, nada sabia; menos ainda, sabia que o que sabia era tudo o que precisava para ser feliz ali, naquele momento, naquele salto; eu e a ribeira, uma criança e a vida!




Ribeira de férias,
ribeira de sonhos...

avós, queijos, pão,
geleia, frio e carvão;
cabrito, tigelada, azeite,
vinho, festa e enfeite;

Ribeira d'outrora,
sonhos d'agora...

Urso

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Há muito que não dormia assim. Hibernara, nada que me fizesse mal, mas a estonteante dor de cabeça não passava. Sim, que isto de dormir demais traz mais mazelas do que sorrisos. Enfim, acordei, dizia. Primeiro foram os pés, esses ficam sempre de fora. De fora do lençol, do colchão, das boxers... de fora de mim! Preciso olhá-los para ver até onde vou. Imenso, sou imenso, e no entanto eles estavam mesmo ali, frios, enregelados, à espera de caminho que os aqueça! Que se lixe, pensei, eu ainda não acordei, e retornei ao sonho que não estava a ter mas que desejava. Mar, barco, um colchão de napa branco sobre o convés, e entre mim e o sol só o ar quente e húmido da Tailândia. Tá tá rá tá tá! Entreabri um olho e disparei, "querem ver que a guerra me veio recrutar?". O despertador tocou com todos os pulmões que um relógio de pulso almeja. Desisto, pensei, antes um duche frio. Levantei-me e num passo mecânico dirigi-me para a casa de banho. As primeiras gotas não fizeram mossa, nem as senti. Claro, ainda não tinha aberto a torneira, mas sonhava com banho! Num raro momento de clarividência optei pelo "inharro", ficaria porco. Regressei ao quarto, vesti o traje da véspera com algum nojo e muita pressa e fiz-me à rua. Os pés, esses, agradeceram. Depois foi caminhar contra a luz da manhã, penoso, sem óculos, no lusco-fusco que os meus olhos semi-serrados me ofereciam. Entrei no café e sentei-me. No meu melhor português - sim, porque de manhã torno-me disléxico - disparo: uma bica curta e um pastel de nata. O empregado, embasbacado, retorquiu: sorry sir? Are you feeling well? Porra, estava há um dia em Londres e nem me lembrava!



What?

Ilusões

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As noites começam a ficar mais quentes, as cores mais vivas, os sabores mais intensos, os cheiros mais inebriantes, as ruas mais cheias, as bebidas mais voláteis, os rostos mais alegres, as conversas mais desconexas; na noite são os sons que valem por mil palavras, ilusões em tons mesclados nas conversas ritmadas pelo entusiasmo do momento, palavras ditas e desditas, perguntadas, desejadas, esquecidas, evitadas; ambientes onde a alegria da conquista vagueia paredes meias com a mera observação de outros, por vezes perplexa, outras doentia, outras divertida; luzes psicadélicas que realçam detalhes instantâneos, vagos, olhares, insinuações entre ingénuos e predadores, normais e provocadores, novos e velhos, muitos e poucos, sós e acompanhados; inseguranças e fantasias, cigarros e charros, álcool e comprimidos, solidão e violência; a noite é bipolar, a felicidade é um cartão de consumo!





Para quem gosta the Trance, deixo-vos aquele que foi considerado o melhor DJ em 2008 pela revista DJ Mag. Armin van Buuren, ouçam e percebam porquê. A votação completa dos leitores pode ser vista aqui!. Um sucesso destes tem site próprio com podcast e outros mimos.





Para complementar o texto, fica este Burned with Desire! Vendedores do templo para alguns, gerações em busca do fácil, intenso e imediato para a maioria. Questionável, certamente, mas que é incontornável, é! Não se questiona um terramoto!


The Voca People

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A melhor forma de expressar a minha total frustração por não ter voz... é mostrar-vos algo que ainda estou a digerir. Aliás, acho que vou levar a Páscoa toda a digerir este Ovo de Colombo! Enjoy!





Páscoa, quadra de milagres, leva-me a desmistificar outro: O galo, desconfiado, foi falar com o coelho da páscoa. Este, assustado, abriu o avental e exclamou, "são de chocolate, senhor!"

Busca

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(um texto ficcionado, como tantos outros)

Não sei quando começou, nem sei mesmo se aconteceu. A minha memória baralha-me com cores, momentos, sons, imagens que vejo num caleideiscópio que parece não querer parar nem mesmo ao acordar.
Recordo-me; recordo-me de ter olhado de frente, primeiro a medo, depois com a estranheza de quem se vê sem se ver. Olhei ao redor e reconheci o local, era agradável, quase familiar. Olhava-me agora novamente de frente, sim era eu, eu, este ser imperfeito que nunca deixou de se impressionar com o que via. Hahahaha! Os detalhes, como eu me castigava com os detalhes... agora indiferentes. Mas que procuro eu, sei que procuro, mas não há detalhe que me faça parar ou questionar.
E assim foi durante dias, meses, esqueci-me de contar.
Hoje, logo hoje, olho-me como quem não se reconhece. Feliz, era isso, recordo-me agora, eu era feliz e sabia-o. Mas como regressar, como conquistar o trilho que se escondeu no movimento das dunas? Olhei-me como quem aprecia o que vê, um homem na procura da solução... a barba por fazer, aquele ar de quem tinha perdido um dia, talvez dois.
Era isso, definitivamente. Iria deixar-me levar por este ar dessarrumado, desalinhado com a linhagem que me fez, iria perder mais dias, tantos, mas tantos que iria regressar, sim, regressar ao homem feliz que fui!





A Páscoa fala de ressurreição, esta estória também... há milagres todos os dias!

"Françamente"

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O Bob Synclair é um fenónemo. Um DJ francês com sensibilidade anglo-saxónica é quase tão exótico como um alemão criativo ou um russo extrovertido.
Os franceses sempre me impressionaram; se os albaneses podem estar a mais no Kosovo, os franceses estão a menos em França. A maior figura da história francesa nasceu na Córsega e tinha como primeira língua o italiano, a maior obra de arte foi pintada em Florença e o busto da república, símbolo máximo da nação, é de uma italiana que obteve nacionalidade francesa; i.e. , e por ordem, Napoleão, Mona Lisa e Leticia Casta. Os franceses têm “un je ne sais quois” de italianos...
Mas falemos de música; há os que gostam de branco e do Roberto Leal, há os que preferem as encenações do transe religioso entre gritos e desmaios numa qualquer Igreja ao ritmo da dízima, há os que preferem o recato de tudo e de todos para apreciarem temas demasiado sofisticados, há ainda os que são levados pela multidão sem perceberem bem para onde vão, há de tudo, mas o importante é sentir as vibrações...
Para quem ainda não dormiu, desejo-vos um óptimo domingo pois uma directa só se interrompe por trabalho e esse só virá amanhã! As oscilações, essas, continuam nos meus canais auditivos a recordarem-me que tudo tem um preço... mas afinal o que é que ela queria? Oscilei! Next song...



!Demasiada movida, lo sé, pero la semana que viene será en Nueva York!


Há outras do Bob Synclair que adoro, mas alguém se apercebeu da pérola musical no post anterior?

SOPRA NOS

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Para quem leu o post anterior deixo aqui a minha compreensão e solidariedade. Reli-o e percebi que há coisas que nunca se devem escrever pois não haverá engenho ou arte que as explique. Apeteceu-me, que querem? Regresso agora à minha forma diabólica …


~
Onde pára o aprendiz?




Enredo,realização, actores e uma banda sonora do além!

Basta esta série para se compreender em pleno a natureza do homem...

Emotion equity

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Caminha-se para um ponto-de-fuga e tudo diminui por erro de perspectiva. Há que tirar partido da nossa periferia; onde os outros nos fazem pequenos nós seremos grandes. Devemos, assim, aproveitar o efeito surpresa pois este tem sempre reflexo emocional; está tudo na atitude! Num mundo em convulsão será o capital emocional da nação a ditar a diferença.





O AICEP até consegue acertar de vez em quando. Vejam esta apresentação fantástica! Façam o "download" do ficheiro em pdf. (cliquem no ficheiro pdf e, depois de abrir a nova janela, cliquem em "click here to start download")


Há "posts" curtos cheios de conteúdo. O maior desafio é tornar simples uma ideia complexa. Esta foi a melhor síntese que publiquei aqui, na minha ignorante opinião. Vou deixá-la amadurecer, como um vinho aberto para degustar mais tarde. Deixo uma imagem, pode ser polémica mas tem atitude.

ATTITUDE CHANGE

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Vivemos tempos de mudança. Alguns acreditam que estamos em crise, mas não. Os ciclos tecnológicos, económicos e sociais são cada vez mais curtos. E esta MUDANÇA contínua, potenciada pela globalização, deixou-nos expostos a um novo paradigma onde por vezes os jogos são de soma nula. Onde ganham uns, perdem outros. Claro que todos querem prosperidade e uma vida digna. Todos, sem excepção, têm direito à establidade sem a qual será difícil ser feliz. Mas há cuidados a ter, que a evolução não seja feita à custa dos outros.

A concorrência deve ser leal; os factores de produção (matéria prima, trabalho, capital) devem potenciar uma sociedade equilibrada. Tem-se como verdade (no qual o livro Valuation da Mckinsey é referência) que o accionista (shareholder) é o único que pode garantir os interesses de todos envolvidos (stakeholders), uma vez que perseguindo o lucro ele visa o aumento de valor da empresa e, assim, o sucesso desta e de todos que gravitam à volta dela; clientes, empregados, fornecedores e Estado. A verdade não é assim!

A deslocalização dos factores de produção fez com que os empresários procurassem estar mais próximos das matérias primas, do trabalho mais eficiente (aqui falo do custo e não da qualidade, isso seria eficácia) e do capital mais fácil (expondo-se a riscos que só agora percebemos). Este processo foi feito com muita ganância e sem a devida transparência. Mas este é um problema ideológico que tem de ser resolvido, pois a sociedade precisa de novos modelos de desenvolvimento uma vez que os conhecidos foram falindo ao longo dos tempos.

Não é justa a sociedade que promove a desigualdade, mais ainda quando esta se perpetua por herança de geração em geração. Não se pode incentivar a riqueza sem cidadania, sem consciência social. Mas também não se podem punir os criativos, aqueles que assumem risco para criar riqueza. Então qual será o modelo ideal?

Essa é a resposta que vale vários tetraliões de euros (agora que os dólares valem pouco)! Este será um tema recorrente para mim, virei a ele mais vezes para falar de soluções e serei certamente polémico como qualquer ignorante o seria.

Para já deixo uma atitude que pode parecer demagógica, pouco eficaz, mas que vou ter em conta sempre que fizer compras. Há quatro anos foi lançado o movimento 560. A questão tem a ver com o proteccionismo, mas sem que este seja promovido pelo Estado ou pelos empresários, mas sim pelos consumidores. Quem nos pode criticar? Comprem o que é feito cá, seja de marca portuguesa ou internacional. Boas compras!





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Diálogos Impossíveis

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A cidade de Qalqiliya na Cisjordânia encontra-se isolada do exterior por um muro de 8 metros de altura. Rivaliza em dimensão com a muralha da China e em intenção com o muro de Berlim. O único ponto de passagem é tão estreito que os carros da cidade jamais poderão sair. Os burros, outrora em extinção, servem agora como meio de transporte. Mais do que povos o muro separa crenças, e não há nada como a fé para acirrar ódios. Não se questionam as verdades da alma nem as formas de as impor. Há muito que a lógica não tem aqui assento.

Ali Jaafar nasceu em Nablus há 22 primaveras. Nunca soube o que seria um dia em descanso, sem mais aborrecimentos do que as trivialidades da vida. Há mais de seis meses que não trabalha. Maldita hora aquela em que optou por ser camionista, pensou.

Aki Kaurismäki tem ascendência polaca. Os seus avós viveram em Varsóvia; bastava-lhe a memória de uma diáspora forçada para não acreditar na força da tolerância. Há três meses abandonara o doutoramento em San Diego para cumprir com o dever de proteger a Terra Santa. Calhou-lhe em escala estar hoje no check-point.

Via-se agora distintamente na linha do horizonte a silhueta do par, à frente Ali puxava o burro carregado com duas caixas com rações de arroz, azeite e açúcar. Não fosse o apoio da Cruz Vermelha e há muito que estariam sem mantimentos.


- “O que levas ali?” pergunta Aki apontando para as caixas.
Ali olha-o espantado “Como sabe o meu nome?”
- “Responda só ao que lhe pergunto! O que tem nas caixas?”, o tom adivinhava problemas.
- “Aqui só tenho rações” afirma Ali colocando a mão na caixa.
Num gesto brusco Aki encosta a arma ao palestino. “Agora pergunto eu ... de onde me conheces?”
- “Quem, eu? Mas foi você que me tratou pelo nome ainda agora aqui!” desespera Ali.
- “Tornas a trata-me pelo nome e morres, enterro-te a ti e ao teu burro ali na valeta, porco imundo!”
- “Imundo terá sido teu pai que cobriu a tua mãe ó cão infiel! Hás-de morrer aqui!”.
Aki e Ali envolvem-se numa luta corpo a corpo. A preparação do militar leva a melhor. Ali encontra-se agora prostrado sob o pé ameaçador de Aki.
- “Pergunto-te pela última vez, o que tens nas caixas?” indaga Aki enquanto agarra a corda que pende do burro.
- “Passamos fome, o que querias que fosse? A justiça?” cospe Ali com algum pó que engolira.
- “Veremos se falas verdade!” e num gesto brusco puxa a corda do burro.
A explosão ouviu-se do outro lado da cidade. Um ancião da Fatah que dormitava na sombra de um coberto abre os olhos e, sem perder a calma, proferiu “Está-se melhor aqui do que ali!”.



E o homem criou o Mundo e a sua história...


Apesar da estória, não persigo os judeus. Bem pelo contrário! Esta guerra é como o futebol. Interessa que nos vá dando episódios para nos distrair do essencial...


Nota: há pessoas que me desejam o bom dia, outras que me pedem votos... será que alguém me lê? Estou com saudades de ler comentários inteligentes, daqueles que me fazem escrever! O desabafo é do ignorante, a ingenuidade é do aprendiz... Vou parar até me sentir satisfeito! Hahaha!

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Salto de anjo

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Vivi uma vida de excessos. Tantos, mas tantos, que mesmo as mulheres me cansam, nada me surpreende, só a genialidade de outro me fará despertar do desinteresse por tudo, pelo vulgar, pela alegria de iguais. Recordo o tempo em que passar a mão pela areia, senti-la, era prazer para o resto do dia. Revivo os dias em que os meus olhos se perderam no azul-turquesa de águas escondidas nos confins dos mares, distantes, mas sempre presentes. Lembranças que me ficaram e das quais nada sobra, nem espaço para compreender ou amar, estou cheio do passado, cheio, e com desinteresse tal que nem o grito da vida me acordará. Olho para baixo e nada vejo. Será? Talvez? Salto em frente como se o corpo ficasse para trás, só a alma me acompanha. A queda é violenta, primeiro o nada e depois o vento que me escolta num sibilar em crescendo. Sinto-me a desfalecer embriagado em mais um excesso, loucura que procuro quando a vida já não me basta. Sinto a pancada, de pronto, a avisar-me que serei atirado para cima com violência; agora sei que tudo está bem, fosse eu sempre pássaro e não precisava desta máscara, deste esforço, deste embuste. Experimento no arnês a imponderabilidade a transformar-se em gravidade; o trapézio cumpre o seu papel e a minha coluna sente as vibrações da asa que compenso com movimentos ora bruscos, ora suaves. A retranca nas mãos é leme certeiro... woooou!!!!... e subo agora na térmica para voo mais alto! Ao longe, lá na praia, um menino grita em espanto... “mamã, mamã, um anjo a voar!”.





Tirei há alguns anos o brevet de Asa Delta no Aero Club de Portugal. Comecei por voar na praia do Baleal, em Peniche, onde no "bacalhau", nome que dávamos à asa de instrução pelas suas dimensões, senti pela primeira vez a vertigem inebriante de voar. Foi na praia dos Salgados que fiz o meu primeiro voo "à séria"! Mas isto, isto nunca tinha visto. Voo livre na Noruega a rasar Fiordes! Complete madness!



Elas também saltam! Vencem o desfiladeiro a uma velocidade doentia! :D

Enlatados

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Bastam uns míseros dias para que Paulo Bento se esqueça do 12-1 da Champions e se concentre num erro da Taça de Lata. É preciso ter lata, de facto. Não sei como é que o responsável da maior derrota de que há memória na Champions League (há que dizê-lo com tranquilidade) continua a treinar o Sporting. Se tivesse vergonha na cara, e não risco ao meio, tinha-se demitido! Ele está cansado, diz, e eu que nem sou do Sporting também... vê-lo na televisão aborrece-me, parece que estou na unidade de cuidados intensivos a ouvir alguém acabado de sair do coma! Desliguem a máquina, eu já desliguei a televisão....



O post é caústico, mas a situação é ácida! Não haverá mais vida para além das disputas da 2ª circular?

Street Art

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There are moments in life where we should cutoff words, descriptions aren't meaningful, contemplation is everything. I don't care about consensus; I'm writing in English to emphasize Art is an universal language. Feel it! I know, we can't use words to express ourselves when we are surprised by supreme difference.
Enjoy!



I have good lungs... fortunately! :D


P.S. Forgive me for my Zimbabwe accent! Lack of proficiency. I accept revisions...

Posso contar-vos um segredo?

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O Segredo, livro de auto-ajuda, pertence a um género que detesto, pois acredito que a maioria dos autores deste tipo de literatura explora a desgraça alheia da pior forma, vendendo o milagre fácil, o sucesso e a felicidade em fórmulas tão simples que só alguém isolado da realidade pela depressão ou desespero as poderia comprar.

Em resumo, o livro anuncia: deseje, pense, tenha! Como se tudo na vida fosse possível, como se tudo estivesse ao nosso alcance. Contudo, acredito que nada se obtém sem se tentar e o que vale a pena obriga a luta. Assim, reformulo o enunciado para algo mais tangível, embora menos apelativo: deseje, pense, tente!

Contudo, não vale a pena estar sempre a tentar se não houver resultados. Um dos segredos da vida é desistir, sobretudo desistir de quem de nós desiste. Essa é uma lição da vida, de todos, sem excepção, mas que em alguns casos é esquecida pela repetição.

É caso para se dizer: alguém tem uma parede para se bater com a cabeça? Ok, ok, a solução pode não ser expedita, mas substitui a dor de cabeça, ou não?


Angústia: descobre o erro na foto!

Segredo: quando quiseres bater com a cabeça na parede, não uses a tua!


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Milagre

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O Papa está muito à frente do seu tempo. A medicina não o consegue acompanhar...



Peças de museu agora que a cura foi revelada....


Pergunto eu, os médicos de família e os farmacêuticos podem ser objectores de consciência ou serão excomungados? O Papa tem de fazer abstinência... e que tenho eu a ver com isso?



Para muitos o processo de cura começa aqui...


Será que ninguém viu este vídeo genial? GENIAL! Eu parti-me a rir, e vocês? Só mesmo os "bifes" para fazerem um vídeo destes sem complexos. Cá... levavam isto a sério. Comentem!


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Fontana di Trevi

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Lanço a moeda de costas e sinto-a a embater na água. Afunda-se num movimento em espiral que só termina ao encontrar o fundo irregular da fonte. Agora, como num gesto estudado, deita-se devagar iludindo na água a gravidade e outras leis.
As moedas que aí repousam são a prova do sonho de muitos. A minha seria mais uma e, como as outras, cumpria a tradição. Em Roma sê romano; o meu desejo ficou registado.
Havia de regressar!


La Dolce Vita!

Maria Cucinotta; luz, sombras e muito calor ... chamem o Roberto Benigni para a imortalizar!


TU


Querias tu que fosse teu,
só assim,
tão fácil como um desejo;
querias tu que te adorasse,
tão só,
fosses tu deusa e eu criatura;
querias tudo
na vida que olhaste
que era de outro que não eu;
quisesses tu
ser somente tu,
saberes olhar-te para dentro
onde escondes o que és,
sendo tu
e não outra qualquer.





Há mulheres belas, mas prefiro as do além! É tudo uma questão de atitude...

Trilogia

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Não seriam mais de três, ele e mais dois, mas qual deles, não sei, o primeiro era gentil, quase serviçal e nunca se impunha aos outros dois, o segundo era arrogante, de um convencimento insuportável, tanto, mas tanto, que só se calava na presença do terceiro, o manipulador, dono das palavras e da razão, mesmo que aparente, condicionava o par que o seguia, poder que nunca rejeitou, usava-o sem displicência, os outros, esses, aceitavam a liderança sem conflito, tinham o seu espaço e isso bastava-lhes, não fosse ela e nada haveria a contar, o primeiro adorava-a, não tanto pela beleza mas pela candura, o deleite era total, o segundo encontrara uma ouvinte, coisa rara, e não desperdiçava nenhuma oportunidade para se elogiar, nem o olhar inquiridor dela lhe perturbava o monólogo, o terceiro conhecia bem o engodo, na mão alva e esguia ela escondia o cárcere mas continha-se, gostava de os ouvir, e se no primeiro não encontrava móbil maior do que a inocência, bastava-lhe escutar o segundo para reconhecer o mal insondável, verdade sempre interrompida pelo terceiro para que na razão não se perdessem os três, e nisto passavam os dias, ela sem saber a quem atender, eles à procura da liberdade, e tudo escurecia quando ela da mão desvendava o algoz, não seriam mais de duas pastilhas para mastigar, só, preparo seguro para a viagem ao inconsciente, vertigem, e se dos três nenhum será, não sei, nem eles, nem ela, o que ficava nunca se revelou, a medicação deixava-o prostrado numa letargia só desfeita por abstinência ou placebo, necessidade de mais ciência, a dela, pois eles eram só cobaias...


A loucura não é propriedade individual, a história encarregou-se de a transformar num legado da humanidade!


Nota: Este não é um tema fácil nem o texto é simples; socorri-me da pontuação mínima para dar "vertigem" à escrita. Pretendi divagar sobre a esquizofrenia, doença que conheci num amigo que já nos deixou por não saber lidar com a mesma. O não tomar um simples comprimido por dia decidiu-lhe a sorte. E era um ser genial, doente, mas genial.
Gostava de ver os vossos comentários; deu-me gozo escrevê-lo, dá-me muito mais gozo perceber-vos e aprender! Prerrogativa de ignorante.
Psicólogos, psiquiatras, médicos em geral, advogados, padres, professores, engenheiros e outros ignorantes... pronunciai-vos, qualquer que seja a vossa pronúncia...

Flutuar

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Está tempo de Verão de dia e de noite, alguém ficou em casa? É só terminar este post, mas é que é mesmo só acabá-lo e vou dormir para a praia! Ok, ok... se a água estiver suportável à superfície dispenso os mergulhos ao "deep blue" e durmo no mar! Espero roncar o suficiente para afastar veículos aquáticos, gajas com toucas às flores, atrevidos que procurem refúgio para outras necessidades e nadadores salvadores a tentar ganhar o deles! Se me virem... não me acordem! Espero que a corrente esteja de feição... quanto tempo demorarei até às Caraíbas??



No caminho vou ouvir esta e outras que me lembrem sol, festa e alegria!

eXXXpressões

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(Atenção! Português vernáculo, impróprio para mentes sensíveis...)

Não paro de me surpreender com a versatilidade da língua portuguesa, sobretudo quando usada por brasileiros. Esqueçam, nunca conseguiremos batê-los nas expressões idiomáticas. Há beleza e força nas expressões como "Porra nenhuma!" para a denúncia, "nem fodendo!" para a negação, "vai tomar no cu!" para o insulto. Por contraponto nós temos uma das piores; "caralhos me fodam!" que é dita sem consciência do conteúdo, somente superada pelo "you're a pain in the ass!" onde se indentifica o sujeito... No geral preferimos o calão porra, merda, azeiteiro, badalhoca e outros tantos vocábulos que servem de sinónimos de qualquer palavra e que chegam a substituir frases inteiras. Um simples "foda-se!" pode querer só dizer "caramba!", mas um "fooooooda-se!" já pode querer dizer "aquele gajo mandou uma pastilha de moto a 200 à hora e conseguiu levantar-se sem um arranhão! Teria sido trágico pois tem mulher e três filhos. Que sorte!". Esta economia na linguagem ainda não foi conseguida no trabalho, mas é um bom mote para o aumento de produtividade. Imaginem um telefonema com um dos interlocutores a economizar; "está... merda... foda-se... ide todos pró caralho!"; não só mostrou sem hesitação ou margem para dúvidas o que pensava sobre o assunto como, ainda, tomou decisões. Será possível pedir mais?
Deixo aqui uma música essencial para quando quiserem mostrar desencanto com os políticos, contestar a falta de incentivos à vossa empresa, manifestar a dificuldade de progressão na carreira, informar o engano com a cara metade, demonstrar a perplexidade com uma atitude, preço, etc.



Melhor do que um livro de auto-ajuda... hahaha!


P.S. É desta que perco a audiência toda! :D

Nota: O vídeo teve quase 14 milhões de visualizações...