Não há barreiras inocentes...
Conheces alguém que...
Tal como nas monarquias, o problema do Estado é a Corte! Na república a falta de linhagem dificulta a identificação dos aristocratas. Tios, sobrinhos, primos, outros familares e amigos próximos sempre usaram, e hão-de usar, os nomes das suas relações mais influentes em benefício próprio. E não se julge que esta lógica se esgota na grande corrupção, nos favores em contratos com o Estado ou com empresas privadas; não, todos nós, com menor ou maior à vontade, dispensamos facturas para evitar o IVA, esperamos uma atenção do médico para evitarmos listas de espera, entramos nas redes de conhecimentos dos nossos amigos para obter uma informação ou decisão que nos interesse, etc. Está na nossa natureza de portugueses o pequeno favor, a satisfação de nos sentirmos superiores por passarmos à frente dos outros sem vantagem maior do que um contacto. E nesta cultura de vantagens sem mérito acabamos por criticar entre dentes o que outros fazem com maior desenvoltura, volume e, quando apanhados, mediatismo. No final, a bem de ver, somos todos iguais...

Não há barreiras inocentes...
Não há barreiras inocentes...
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)
Nem a propósito! Estive a ver o Nixon/Frost.
Assinado: Caixinha de óculos
Anónimo
26/1/09 10:51Caixinha de óculos: e eu a ver o caso BPN, Freeport e tantos outros... ;)
Aprendiz
26/1/09 21:18