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The prophecy

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(acompanhar com o vídeo... foi assim que foi escrito)

Não sou religioso no sentido profético a que a maioria aderiu. Não me considero superior, olho somente de forma própria para que a diferença dos outros não me traga desalento ou revolta. Sim, onde há uma verdade há sempre superioridade desta face a todas as outras... poderá haver mais do que uma verdade, várias, várias verdades? Ahhhh... como somos tolos, inseguros, absurdos, timoratos, encurralados no medo perante a diferença, assustados quando confrontados com o fim absoluto sem data marcada, como se a nossa eternidade fosse uma necessidade imperiosa de um universo pequeno sem mais vida que o justifique... como somos tolos... há um universo a rir-se de nós na mentira de um céu que já não existe, fotografia de tempos que já foram e que nunca entenderemos. O futuro já foi, falta-nos gozar o presente e este, caro humano, é a contemplação de tudo, a alegria de sentir com todos os sentidos que dispusermos; as limitações serão as da nossa consciência e as fronteiras da liberdade dos outros; e entre todos os sentidos, todos, a emoção é o sentido!



Uma profecia vê-se em fullscreen e ouve-se com auscultadores como se fosse um vinho, com a degustação própria do deleite. As imagens serão, eventualmente, chocantes para alguns. Eu sou hetero, mas reconheço o belo no mix da fotografia, música e narração. É incrível a força que se pode dar a uma ideia! Perigosa, quase manipulação, mas intensa.


Nota: depois de verem o vídeo podem ver a foto que serviu de leitmotif. Elas aparecem somente nos extremos da foto; tal como na Bíblia, fala-se pouco na mulher infelizmente... (no novo testamento não chegam a 100 as referências a Maria).

Diálogos Impossíveis

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A cidade de Qalqiliya na Cisjordânia encontra-se isolada do exterior por um muro de 8 metros de altura. Rivaliza em dimensão com a muralha da China e em intenção com o muro de Berlim. O único ponto de passagem é tão estreito que os carros da cidade jamais poderão sair. Os burros, outrora em extinção, servem agora como meio de transporte. Mais do que povos o muro separa crenças, e não há nada como a fé para acirrar ódios. Não se questionam as verdades da alma nem as formas de as impor. Há muito que a lógica não tem aqui assento.

Ali Jaafar nasceu em Nablus há 22 primaveras. Nunca soube o que seria um dia em descanso, sem mais aborrecimentos do que as trivialidades da vida. Há mais de seis meses que não trabalha. Maldita hora aquela em que optou por ser camionista, pensou.

Aki Kaurismäki tem ascendência polaca. Os seus avós viveram em Varsóvia; bastava-lhe a memória de uma diáspora forçada para não acreditar na força da tolerância. Há três meses abandonara o doutoramento em San Diego para cumprir com o dever de proteger a Terra Santa. Calhou-lhe em escala estar hoje no check-point.

Via-se agora distintamente na linha do horizonte a silhueta do par, à frente Ali puxava o burro carregado com duas caixas com rações de arroz, azeite e açúcar. Não fosse o apoio da Cruz Vermelha e há muito que estariam sem mantimentos.


- “O que levas ali?” pergunta Aki apontando para as caixas.
Ali olha-o espantado “Como sabe o meu nome?”
- “Responda só ao que lhe pergunto! O que tem nas caixas?”, o tom adivinhava problemas.
- “Aqui só tenho rações” afirma Ali colocando a mão na caixa.
Num gesto brusco Aki encosta a arma ao palestino. “Agora pergunto eu ... de onde me conheces?”
- “Quem, eu? Mas foi você que me tratou pelo nome ainda agora aqui!” desespera Ali.
- “Tornas a trata-me pelo nome e morres, enterro-te a ti e ao teu burro ali na valeta, porco imundo!”
- “Imundo terá sido teu pai que cobriu a tua mãe ó cão infiel! Hás-de morrer aqui!”.
Aki e Ali envolvem-se numa luta corpo a corpo. A preparação do militar leva a melhor. Ali encontra-se agora prostrado sob o pé ameaçador de Aki.
- “Pergunto-te pela última vez, o que tens nas caixas?” indaga Aki enquanto agarra a corda que pende do burro.
- “Passamos fome, o que querias que fosse? A justiça?” cospe Ali com algum pó que engolira.
- “Veremos se falas verdade!” e num gesto brusco puxa a corda do burro.
A explosão ouviu-se do outro lado da cidade. Um ancião da Fatah que dormitava na sombra de um coberto abre os olhos e, sem perder a calma, proferiu “Está-se melhor aqui do que ali!”.



E o homem criou o Mundo e a sua história...


Apesar da estória, não persigo os judeus. Bem pelo contrário! Esta guerra é como o futebol. Interessa que nos vá dando episódios para nos distrair do essencial...


Nota: há pessoas que me desejam o bom dia, outras que me pedem votos... será que alguém me lê? Estou com saudades de ler comentários inteligentes, daqueles que me fazem escrever! O desabafo é do ignorante, a ingenuidade é do aprendiz... Vou parar até me sentir satisfeito! Hahaha!

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Milagre

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O Papa está muito à frente do seu tempo. A medicina não o consegue acompanhar...



Peças de museu agora que a cura foi revelada....


Pergunto eu, os médicos de família e os farmacêuticos podem ser objectores de consciência ou serão excomungados? O Papa tem de fazer abstinência... e que tenho eu a ver com isso?



Para muitos o processo de cura começa aqui...


Será que ninguém viu este vídeo genial? GENIAL! Eu parti-me a rir, e vocês? Só mesmo os "bifes" para fazerem um vídeo destes sem complexos. Cá... levavam isto a sério. Comentem!


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Cruzadas

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Dizem que está a ocorrer uma guerra mundial em África. Pelo número de mortos nas guerras civis e genocídios da última década podemos concordar que a semelhança não é descabida.
Hoje interessa-me falar somente do Ruanda e do Burundi. Se abrirem um mapa de África dificilmente os encontrarão. Praticamente com a mesma área, são tão pequenos que juntos mal ultrapassam a metade de Portugal. Pouco mais de 50.000 km2, uma ninharia. Colados, temos o Ruanda a norte e o Burundi a sul. Ocupados pelos alemães até à primeira guerra mundial, foram substituídos pelos Belgas até à sua independência.
Mas porque me interessam em particular estes países, perguntar-se-á o leitor já maçado e de olhar perdido? Pois bem, porque albergam duas tribos rivais, Hutus e Tutsis, que se têm dizimado ao gosto do tempo e com a benevolência da comunidade internacional. Nos anos 70 foram assassinados cerca de 250.000 hutus no Burundi, nos anos 90 a cena repetiu-se para quase 800.000 tutsis no Ruanda.
Vizinha destes países encontramos a República Democrática do Congo, que também já foi chamada de Congo Belga ou Zaire (é neste país que se encontra o enclave de Cabinda, território Angolano com vontade de autonomia e com ouro negro bastante para ser cobiçado por vários). Também aqui se refugiaram e guerrearam as duas tribos, país que atravessa agora o drama da cólera, como outros países africanos.
Contudo, de tão diferentes estas tribos têm um ponto em comum, foram evangelizadas pelos cristãos católicos e a maioria mantém essa crença. E é este ponto que me interessa realçar.
Na mensagem de Natal o Papa Bento XVI começa por se preocupar com o conflito israelo-palestino, i.e. um problema entre judeus e muçulmanos. Depois, só depois aborda África. Na verdade, este e outros Papas pouco fizeram para que os seus fiéis não se aniquilassem em África. Porquê, digam-mo vocês porque o meu discernimento não me permite expor o que a minha inteligência conjura?!



ONU, Igreja, nós, todos... falhámos!

Pensamentos avulsos

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Só agora percebi porque é que o Vaticano é contra a interrupção voluntária da gravidez... não tem maternidades!



A Europa é laica, mas o Vaticano é um Estado... porquê?


Pérolas d'outros: encontrei este vídeo que deve ser visto com a moderação que a quadra obriga... mas que tem piada, tem!